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BUSCAN REGULAR TURISMO MÉDICO

Viajar para outro país para receber um serviço profissional de qualidade, cuidado e tratamento médico é conhecido como turismo médico, atividade que tem começado a desenvolver-se no Panamá desde alguns anos, mas que carece de uma legislação que a regule. 

Dezenas de estrangeiros buscam viajar a outros países a custos menores para tratamentos dentários, cosméticos e de infertilidade, assim como cirurgias eletivas, plásticas e estéticas, entre outras.Panamá tem várias facilidades e instalações médicas de primeira linha, ainda que não conte com uma legislação particular e projetada para promover e desenvolver esta classe de medicina globalizada.

Hugo Moreno, deputado que presenteou o anteprojeto de lei N°133, que "declara de interesse nacional a medicina globalizada no Panamá", ante a Comissão de Trabalho, Saúde e Desenvolvimento Social, explica que seu interesse é regular o exercício desta atividade no Panamá." Temos elementos idôneos para o turismo médico, mas falta uma lei que regule a medicina globalizada no Panamá" disse Moreno.

Em sua exposição de motivos, Moreno disse que é necessário estabelecer uma política pública de promoção e desenvolvimento dessa indústria, criar uma junta consultiva para fazer recomendações.

Para Jorge Martín, subdiretor médico da Clínica Hospital San Fernando (CHSF), sim se necessita uma regulamentação no tema de turismo médico, porque não só se trata de ter os hospitais para este fim, mas para contar com o serviço, infraestruturas e facilidade de entrada( documentos) para ingressar de forma mais rápida no país.

O doutor assinalou que na CHSF, os pacientes que vêm do exterior buscam cirúrgias plásticas, próteses de articulações, cirurgias de coração e a colocação de stents( tubos colocados dentro das artérias para dilatá-las).

Panamá  compete em faixas de preços com a Colômbia e Costa Rica, mas abaixo dos Estados Unidos.Por exemplo, uma cirurgia estética como o aumento de glândulas mamárias aqui custaria entre 3 mil e 4 mil dólares; enquanto que nos Estados Unidos, este mesmo procedimento podia oscilar entre os 8 mil e 10 mil dólares.

Sara Pardo,presidenta da Associação Panamenha de Hotéis, disse que como indústria estão abertos ao tema, porque é um nicho de mercado, que ainda não tem sido explorado."Estamos começando a despertar neste tema"aponta a executiva.

Garantias e controle

O documento fala de expedir certicações e licenças para atividades, facilidades e instalações, estabelecer parâmetros para o desenvolvimento do turismo médico no Panamá.

Ernesto Orillac,sub administrador da Autoridade de Turismo de Panamá (APT), explica que o Panamá tem dado um passo importante com a certificação da Junta de Comissão Internacional (JCI) — filial da Joint Commission—, com os hospitais Punta Pacífica e a CHSF, ambos certificados como instituições hospitalares do país, com os mais altos estandartes de qualidade internacional.Poucos países na América Latina contam com está certificação.O funcionário argumenta que é importante manter este tipo de acreditações internacionais, já que são sinônimos de qualidade, "selo de garantia" e bom serviço.

Juan Miguel Harding Lasso, oficial de mercado do Hospital Punta Pacífica, opina que o tema de acreditação é um critério muito  importante para os pacientes ( turistas) e instituições de saúde que forneçam algum tipo de serviço de turismo médico.Outro dos aspectos contemplados no documento é o controle de ingresso de pacientes, que vêm ao país em busca de algum cuidado e tratamento médico.

Harding opina que sempre é importante tomar precauções necessárias , segundo o caso, pois isto ajudaria a regular o que se oferece versus o que  na realidade se tem.Em outras palavras, ver que é o que o paciente que está em busca de um serviço médico demanda e que é o que a instituição de saúde pode oferecer realmente.

Zona Livre

Um dos aspectos inovadores da proposta é a criação de uma zona livre médica internacional, é decidir uma zona de procedimento médico de cuidado e tratamento de medicina globalizada.Ali se desenvolveriam as infraestruturas , instalações médicas, edifícios , sistemas e serviços de suporte;assim como a organização operativa e a gestão administrativa.

Está zona livre inclui projetos hospitalares, hotéis e moradias e facilidades de alojamento para o desenvolvimento pessoal executivo e técnico e suas famílias, que trabalhem ou se encontrem em atividades de negócios dentro desta zona.Também inclui vender ou arrendar lotes de terreno a pessoas naturais ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que se estabeleçam na zona médica internacional.

Orillac disse que seria interessante esta zona livre médica internacional, porque é um segmento com potencial, mas que, adverte, é necessário discutir amplamente.

O Hospital Nacional e Centro Médico Paitilla foram consultados para este tema, mas não responderam ao fechamento desta edição.

Enquanto o projeto entra em um primeiro  debate na Assembléia Nacional, dezenas de pacientes do estrangeiro seguem chegando ao Panamá em busca de um tratamento ou procedimento cirúrgico mais econômico que em seu país, mas de alta qualidade.