• Español
  • English
  • Português (Brasil)
  • French (Fr)
none

A Oferta Hoteleira no Panamá cresce mais do que a demanda

Agora mesmo nós estamos focando, mais do que tudo, em atrair visitantes e para isso utilizamos várias estratégias, que estão discutindo e implementando nos setores públicos e privados.

No Panamá a oferta hoteleira cresce mais do que a demanda, ainda que o número de visitantes esteja aumentando. Não é que se tenha diminuído a quantidade de quartos, mas seu crescimento não está de acordo com a oferta, já que este segue aumentando de maneira vertiginosa, explicou a presidenta da Câmara Panamenha de Turismo (Camtur), Anette Cárdenas, em uma entrevista concedida a Opinião Panamá.

A quanto aumenta o investimento hoteleiro no país?

Não tenho os últimos números, mas a infra-estrutura hoteleira nos últimos anos tem praticamente triplicado. Faltam ainda milhares de quartos para abrir na cidade.

Um hotel como o Marriot custa 40 milhões de dólares e a quantidade de investimento por hotel alcança entre 50 e 60 milhões, dependendo de sua localização e da quantidade de quartos. Isto se multiplica pela quantidade de instalações, que existem para conhecer o total real.

O investimento maior do turismo se tem feito no setor hoteleiro. Estas são estruturas que têm uma situação muito particular, porque não as pode levantar e levá-las até outro lugar, devem permanecer no lugar, onde se têm erguido, dando certo ou errado.

Quantos novos quartos esperam abrir nos próximos meses?

Aproximadamente 3 mil quartos estarão disponíveis nos próximos meses.

Estas cifras são coerentes com o auge hoteleiro dos últimos anos?

Temos visto um investimento muito grande a uma grande velocidade, muitíssimo mais acelerado do que a demanda. Vou lhe pôr nesta perspectiva.Se você duplica a quantidade de quartos para ter as margens de ocupação sem causar dificuldades nem aos novos, nem aos já em funções, o que se deve fazer é duplicar a quantidade de visitantes e isso não é algo fácil, porque para isso se necessitam assentos aéreos e o interesse daqueles viajantes, que querem viajar ao Panamá.Se necessita lugares novos.Este processo toma muito mais tempo do que construir um hotel.

Comparadas com a região, como estão os investimentos hoteleiros no país?

Eu me atreveria a dizer que, per capita, Panamá tem mais quartos de hotel do que muitas cidades dos Estados Unidos. Não conheço ninguém em outra localidade na América Central ou América do Sul, que tenha a oferta hoteleira de Panamá.

Como conseguirão atrair um maior investimento turístico e hoteleiro?

Agora mesmo nós estamos focando , mais do que tudo, em atrair visitantes e para isso utilizamos várias estratégias, que se estão discutindo e implementando nos setores públicos e privados.

Seguem-se realizando estudos de novas rotas possíveis ou países de origem, onde as linhas aéreas podem oferecer seus serviços ou trazer linhas aéreas desses lugares até o Panamá, oferecendo mais assentos aéreos. Também se pretende estabelecer novos pontos de origem, sobre tudo na Europa, para o qual já se estão efetuando conversações.

Copa também está apoiando esta iniciativa para buscar novos lugares de origem, onde possam estabelecer o contato turístico.

Creio que a empresa privada está participando em todas as feiras e convenções de turismo a nível mundial. O importante é que o setor turístico se una para poder levar uma só voz, a de Panamá.

O importante é que devemos ir como um bloco, não a vender só um hotel, ainda que todos tenham interesses econômicos particulares. Uma vez que ofertemos favoravelmente o destino, tudo o mais pode ajustar-se.

Que planos têm, quanto ao desenvolvimento do novo centro de convenções?

A nova atribuição do centro de convenções é de suma importância para os hotéis, porque nos permite apostar em um item importantíssimo, que é o mercado de congressos e convenções. Têm-se as condições adequadas podemos atrair mais de um congresso ou convenção simultaneamente, esta é a fórmula, na qual estamos apostando.

Já se está começando a formar uma organização pública, privada, cuja função será unicamente a promoção e localização do congresso e as convenções no Panamá.

Isso é uma iniciativa muito precisa a que estamos dedicando todos os esforços possíveis.

Os protestos em Colón afetaram o turismo? Conhece os números das perdas econômicas?

Definitivamente que sim. É muito difícil ter números. Temos tratado de ter dados específicos, mas é muito complicado conhecer o número de perdas e atribuí-las a essa situação.

Diz-se que para estes dias, muitos turistas suspenderam suas reservas pelos fatos violentos. Tem conhecimento desta situação?

Sim, no transcorrer desses dias se cancelaram reservas nos hotéis da cidade pela situação. Também houve pessoas, que decidiram adiar sua viagem e não vir nesse momento, porque as notícias internacionais não eram agradáveis.

Também houve notas de embaixadas, pedindo precauções a seus cidadãos.

Houve dois cruzeiros que decidiram não se deter nos portos de Colón, foram centenas de milhares de dólares, que se perderam. A situação teve um impacto que não se pode medir, isso nunca é positivo para o país.

Entretanto pode considerar Panamá como ponte do mundo e coração do universo?

Claro que sim e somos muito mais do que isso. Este lema sempre me tem feito sentir muito orgulhosa.Enquanto esta frase parece haver perdido um pouco de sua validade, não tem sido assim em nosso coração.No final, nossa situação geográfica impera porque nos permite uma conectividade internacional importante.

Hoje em dia, Panamá tem uma importante rede de telecomunicações, que lhe conecta com todo o mundo, além da Zona Livre de Colón, um porto para cruzeiros, uma importante quantidade de vôos e muito mais. Se você se coloca a pensar, temos muito que oferecer.Assim mesmo, deve destacar-se que o país não enfrenta desastres naturais de grande magnitude.

Que opinião lhe merece a nova lei de turismo?

É uma lei que nasce da necessidade para incentivar a infra-estrutura de turismo no interior do país.

Tem as mesmas pautas, que a lei anterior. A única coisa, é que amplia um pouco mais os incentivos para o interior do país. A fase de Panamá se encontra em seu período final.A lei foi no terceiro debate, onde se discutiam os projetos que estarão na construção, que deverão ter um mínimo de 8 milhões de dólares em investimento.

A lei também contempla o tema dos apartamentos de aluguel. Este é um tema um pouco complicado para a indústria hoteleira, porque representa uma concorrência desleal. Os edifícios de apartamentos não são para ter infra-estruturas, assim como tampouco para contar com um pessoal disponível às 24 horas do dia , nem áreas recreativas ou restaurantes.

Se você está alugando um apartamento por dia, você está entrando em suas instalações sem a permissão do estabelecimento hoteleiro. Sob esse conceito, qualquer um pode alugar o seu apartamento.Além disso, esses apartamentos são promovidos como se fossem instalações hoteleiras.

Tudo isso se tratou de juntar nesta lei.Se bem é certo, na cidade capital temos um excesso de oferta hoteleira, o número de visitantes está crescendo e não é que diminuíram a nossa quantidade quartos, mas este crescimento não vai de acordo com a oferta, porque este segue crescendo de maneira vertiginosa.

Não podemos promover distintas experiências turísticas no interior do país, senão temos lugares para hospedar os nossos visitantes.