O vice-presidente de mercado comercial de aviões de Bombardier, Philippe Poutissou, reconheceu, em entrevista com Xinhua, a importância deste mercado para a companhia, depois de haver vindo à capital panamenha para participar esta semana em uma reunião da Associação Latino Americana de Transporte Aéreo (ALTA).
Bombardier é conhecida como uma das companhias de maior relevância global no negócio dos trens e entre os três ou quatro principais fabricantes mundiais de aeronaves.
Embora, Poutissou reconheceu que os aviões, que a Bombardier fabrica são menores que os modelos das famílias de aviões, fabricantes como o europeu Airbus ou o americano Boeing, considerou que podem ter uma boa oportunidade para servir as regiões e cidades secundárias nesta parte do mundo e conectar-se com a rede de linhas aéreas.
Aviões como o turbo hélice Q400 de Bombardier podem ser úteis para conectar rotas mais curtas, onde há necessidade de operar em um ambiente de montanha, com vôos, através da Cordilheira dos Andes, por exemplo, e chegar a aeroportos com pistas curtas, disse.
O executivo indicou que com a produção de aeronaves, série C, se colocará a disposição uma nova tecnologia para os mercados com a necessidade de aeronaves, entre 100 e 150 assentos na América Latina, e para poder cobrir vôos inter-regionais.
Poutissou não precisou o tamanho que representa a América Latina, no negócio de Bombardier.
Os aviões turbo hélice são segundo o especialista, para vôos principalmente locais, de até duas horas, enquanto que as aeronaves, da série C, lhe são atribuídas uma autonomia de quase 3 mil milhas náuticas, por volta de seis horas de vôo. Segundo Poutissou, A América Latina tem uma classe média, que está crescendo, por isso há muita demanda para viajar.




