Crescimento econômico atrai as companhias aéreas

Panamá aparece nos planos de dois dos principais jogadores da aviação internacional.

A americana United, que se fundiu em 2012, com a Continental, e a alemã Lufthansa não descartam aumentar sua presença no mercado panamenho. Salvador Marrero, diretor executivo para a América Central de United, precisou que a linha aérea lida com nove centros de conexão nos Estados Unidos, pela qual, tem possibilidades de estabelecer novos vôos entre ambos os países.

A linha aérea, que em 2012 registrou uma perda de 723 milhões de dólares, manteve vôos diretos entre Panamá e as cidades de Houston e Nova Iorque, nos Estados Unidos. O ano passado, a empresa registrou um tráfego de 258 mil 997 passageiros em ambas as conexões.

Marrero assinalou que superados os processos relacionados com a fusão com Continental, 2013 será um ano de consolidação para a empresa com um investimento de 550 milhões de dólares.

“Além de adquirir novos aviões, vamos investir para melhorar a experiência de nossos passageiros a bordo das aeronaves, assim como em nossos centros de conexões”, explicou.

De seu lado, Wolfgang Will, diretor geral para México e Centro América de Lufthansa, assinalou que a América Latina se apresenta como um mercado para impulsionar as operações da companhia, que no ano passado, se calculou um ganho de 524 milhões de dólares.

O executivo assinalou que Panamá se sobressai na região, como um dos mercados de maior crescimento, o que tem chamado a atenção da linha aérea alemã.

Além de aproveitar o fato de que Panamá tem sido selecionado por mais de 70 multinacionais para instalar seus escritórios, Lufthansa vê no hub aéreo, que mantém com as linhas aéreas Copa em Tocumen, uma oportunidade para chegar a outros países na região e no Caribe.

Ambos os executivos assinalam que 2013 se configura como um ano positivo para o tráfego de passageiros, mas advertem que o aumento no preço do combustível continuará golpeado a indústria da aviação.

Adicional ao combustível, o diretor de Lufthansa indica que cada dia os países estão aumentando os impostos da linha aérea. ”Aparentemente, os governos estão copiando este modelo de colocar mais impostos no negócio da aviação, o que é delicado, porque neste negócio temos uma margem de operação ampla”, indicou.

Quanto às novas fusões na indústria, Marrero e Will opinam que será uma tendência que seguirá durante 2013, porque as companhias buscam reduzir seus custos operativos e aumentar seus benefícios. O ano de 2013 começou com o anúncio da fusão entre American Airlines e US Airways. Se a operação for aprovada pelos órgãos reguladores, a fusão converterá ambas as companhias no maior grupo aeronáutico do mundo, à frente do Delta, que se juntou com Western em 2008 e United.